prontos para receber um adeus ou um abraço.

braços partidos em chão de cimento,
lajotas de plástico cheirando a óleo velho.
e flores revestidas de um tecido sintético.
tudo isso passa por debaixo da ponte suspensa no ar.

irrisória forma de se fazer compreender o universo.

dali por diante o sol da estrada há de queimar o barro,
e fazer subir por entre espaços inabitados o cheiro de uva e do molhado dos teus olhos.

 

\\escrito ao entrar na livraria shakespeare & co, paris, 13.ago.07
(em um cartaz estava escrito: ‘be not inhospitable to strangers. lest they be angels in disguise’)

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