[levite]

eu fui partindo, partindo aos poucos, porque fui muitas por muito tempo.
havia um tempo em que não era nada. era por onde tudo começava e terminava.
eram sempre pedaços saindo por buracos inexistentes.
passageiros suaves, davam voltas na ilusão de preencher o que não existia.
o vazio de sonhar. o vazio de esperar.

e então tudo acontece de repente.
como um mar de lágrimas que se seca e se transforma num castelo de areia com quartos cheios de segredos.
vôos hipnóticos na alma de quem tudo sabe.
muros inabaláveis com luzes ao redor, fazendo com suas mãos redomas de amor.

eu conheço meus pés. só não sei pular.mas dei um salto mesmo assim, e deixei para trás o que não havia, o que não cabia, o que mais havia pra pular.

onde quer que eu caiba, eu vou flutuar.bolha de sabão, durando pouco, mas sendo leve.
leve isso consigo, o pouco que há de mim, para ficar em você.
o pouco que há de você para ficar aqui, entre encontros e partituras.
e estrelas de cinco pontas arredondadas.

 

\\escrito em 04.fev.09

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