[tráfego]

não há amanhã de dia.
a noite nos cerca até que seja ontem, e nos trás pra hoje o que há de agora.

pérolas e mariscos, ouriços do mar, pássaros de bigode.

do meu passado pouco fica.
passo a limpo, limpo. sobram traças e traços de pegadas na areia.

meu corpo me trafega em silêncio.
há um corpo a me habitar até que eu tenha noção de mim.
(sou inteira e me divido para me saber.)

consigo iluminar um quarteirão.
não há porão.
há quintais em meio a fazendas extendidas em diversos metros quadrados.

plantações de uma vida.

 

\\escrito em paris, 2007

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